Budismo: filosofia milenar

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O budismo surgiu na Índia por volta do século 4 a.C e se espalhou pelo oriente, sendo muito difundido na China, no Japão e no Tibete (que hoje pertence à China).

   A religião têm como base os ensinamentos de Buda (do sânscrito, o Iluminado), nome dado ao príncipe indiano Siddhartha Gautama após ter atingido o estado chamado de iluminação.

   Para chegar a esse estágio, Siddhartha teve visões que o motivaram a abandonar a família e a fortuna para buscar a verdadeira paz. A essência de seus ensinamentos encontra-se nas quatro nobres verdades: o sofrimento existe, tem suas causas, é possível eliminá-las e qual o caminho para isso. Vale lembrar que Buda não é considerado um deus.

   O budismo foi introduzido no Brasil pelos imigrantes japoneses, que chegaram em 1908. A partir de 1951, começaram a vir missionários ao país e foram fundadas as primeiras organizações. O principal chefe religioso do Budismo é Dalai Lama, que já procura por um sucessor.

A vida de Buda.

   Buda nasceu na fronteira da Índia com o Nepal, e era um príncipe. Seu nome verdadeiro era Siddhartha Gautama. “Buda” foi uma espécie de título que ele adquiriu e significa “O Iluminado”.

   Os registros sobre a vida de Buda foram escritos muitos anos depois de sua morte. Além disso, quem escreveu foram seus seguidores, e não os historiadores. Assim, é difícil separar os fatos reais dos mitos e lendas sobre a vida desse mestre.

   Dizem que o pai de Buda queria que ele fosse um guerreiro, mas ele era mais inclinado à meditação. Atendendo ao pai, ele casou-se cedo e experimentou durante certo tempo a vida da corte. Mas aquilo o aborrecia e, assim, acabou deixando sua casa para vagar pelo mundo, em busca da iluminação.

   Aos 29 anos, Buda encontrou um homem velho, um doente e um cadáver. Ele percebeu que o sofrimento era o ponto comum a todas as pessoas. Resolveu, então, viver como um mendigo e abandonar a família, a riqueza e o poder para se concertrar na busca da Verdade.

   Um dia, sentado sob uma árvore perto de Gaya, Buda recebeu a Grande Iluminação e compreendeu como seria possível livrar os homens do sofrimento. Logo depois, ele proferiu seu primeiro sermão, em um lugar perto de Bernares.

   Acompanhado por seus cinco discípulos, Buda viajou pelo vale do rio Ganges (o mais importante da Índia) ensinando suas doutrinas, reunindo seguidores e criando comunidades de monges que admitiam qualquer pessoa, independente de sua casta (até então, a religião na Índia separava as pessoas por classes sociais muitíssimo rígidas). Retornou a sua cidade natal e converteu seu pai, sua mulher e outros membros da família às suas crenças. E, depois de 45 anos de atividade pelo bem das pessoas, morreu em Kusinagara, no Nepal, depois de ter comido carne de porco contaminada. Ele estava com cerca de 80 anos.

   Buda foi um homem de grande caráter, que tinha enorme compaixão por todos os seres e uma visão que penetrava na alma das pessoas. Ele criou uma nova religião, que influencia a vida de milhões e milhões de pessoas em todas as partes do mundo há 2.500 anos.

Os ensinamentos, a filosofia e os princípios

   Os ensinamentos do budismo têm como estrutura a idéia de que o ser humano está condenado a reencarnar infinitamente após a morte e passar sempre pelos sofrimentos do mundo material. O que a pessoa fez durante a vida será considerado na próxima vida e assim sucessivamente. Esta idéia é conhecida como carma. Ao enfrentar os sofrimentos da vida, o espírito pode atingir o estado de nirvana (pureza espiritual) e chegar ao fim das reencarnações.
  

   Para os seguidores, ocorre também a reencarnação em animais. Desta forma, muitos seguidores adotam uma dieta vegetariana.

   A filosofia é baseada em verdades: a existência está relacionada a dor, a origem da dor é a falta de conhecimentos e os desejos materiais. Portanto, para superar a dor deve-se antes livrar-se da dor e da ignorância. Para livrar-se da dor, o homem tem oito caminhos a percorrer: compreensão correta, pensamento correto, palavra, ação, modo de vida, esforço, atenção e meditação. De todos os caminhos apresentados, a meditação é considerado o mais importante para atingir o estado de nirvana. 

   A filosofia budista também define cinco comportamentos morais a seguir:  não maltratar os seres vivos, pois eles são reencarnações do espírito, não roubar, ter uma conduta sexual respeitosa, não mentir, não caluniar ou difamar, evitar qualquer tipo de drogas ou estimulantes.  Seguindo estes preceitos básicos, o ser humano conseguirá evoluir e melhorará o carma de uma vida seguinte.