Guerra dos Emboabas (1708 – 1709)

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Prof.ª Joyce Oliveira Pereira
Licenciada em História - UFMA
Mestre em História, Ensino e Narrativas - UEMA

Os portugueses sempre foram ‘frustrados’ por não terem encontrado facilmente ouro ou prata no Brasil logo após o ‘descobrimento’ como ocorreu com os espanhóis e suas possessões. A busca pelo metal dourado moveu o imaginário de conquista até que em 1697, os bandeirantes paulistas descobriram ouro na região de Taubaté, na capitania do Rio de Janeiro. Mas, foi no século XVIII que houve o auge do ciclo da mineração no Brasil e com ele surgiram vários conflitos.

Um desses eventos muito conhecido na História do Brasil, a Guerra dos Emboabas, ocorreu na região das Minas Gerais (na região do atual estado de Minas Gerais, mas à época não tinha esta denominação) entre os bandeirantes paulistas e os estrangeiros (chamados de emboabas pejorativamente) pela posse das minas de ouro encontradas nessa região.

Para os bandeirantes, o emboaba era o forasteiro que vinha em busca de enriquecimento independente de onde proviesse. Desta forma tantos os portugueses, como os provenientes das demais capitanias do Brasil eram considerados invasores.

Pintura representando a Guerra dos Emboabas

Longe de ser um conflito travado por questões de libertação do julgo colonial, o que realmente estava em jogo eram os privilégios que os bandeirantes paulistas deveriam possuir pela descoberta de ouro que fizeram na região. Prática comum no Império Português, o “direito de conquista” dava aos descobridores privilégios de posse e cargos políticos na região do descobrimento.

Segundo Adriana Romeira “paulistas e emboabas eram todos igualmente forasteiros numa terra recém-descoberta. Juntos formavam uma multidão de 50 mil pessoas que fervilhavam à beira de rios e caminhos, nos sertões distantes e inóspitos, e disputavamlado a lado as lavras e datas minerais”.

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