Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil

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Prof. Lucas Adriel S. de Almeida
Licenciado em História - UEFS
Mestre em História - UEFS

O intervalo de tempo que se iniciou como o fim do estado novo em 1945 e foi até a instalação do regime militar no Brasil no ano de 1964, pode ser entendido como período liberal democrático. O fim da ditadura Varguista – período conhecido como Estado Novo – levou a uma redemocratização institucional do país.  Neste momento da ainda jovem República brasileira, o próprio Getúlio Vargas governou novamente o país, entretanto, desta vez, chegou ao poder através de eleições diretas. Este texto se debruçará sobre outro ícone da política brasileira que governou em um momento deste intervalo, 1945-1964, uma figura que, entre outras tantas coisas, ficou conhecida por “construir” a nova capital do país: Brasília.

Estamos nos referindo a Juscelino Kubitschek (ou JK, sigla pela qual também ficou bastante conhecido). Sobre sua vida profissional e pessoal podemos destacar alguns pontos: nosso protagonista nasceu no dia 12 de setembro do ano de 1902, em Diamantina (MG), mais tarde ingressou no Seminário Diocesano e cursou humanidades, exerceu a função de telegrafista e formou-se em  medicina pela Faculdade de Medicina de Belo Horizonte.  Após diplomar-se, trabalhou na Clínica cirúrgica da Santa Casa de Misericórdia da Capital Mineira. Após, seguiu para Paris para especializar-se em Urologia, e retornando montou seu próprio consultório e trabalhou em outros lugares como médico. Em sua vida pessoal, destacamos ainda que casou-se com Sara Gomes de Lemos.

A trajetória política de Kubitschek é logicamente marcada pelo falto de ter assumido o cargo de presidente do Brasil no ano de 1956, tendo como seu vice João Goulart.

Vídeo sobre a posse de Juscelino:

Antes de ocupar o cargo de presidente do Brasil, Juscelino exerceu outros cargos políticos, dentre eles o cargo de governador do Estado de Minas gerais. O político mineiro governou o país até o ano de 1961, e seu governo se caracteriza pela relação com o nacional-desenvolvimentismo. A busca pela substituição das importações pela industrialização do Brasil e construção de uma nova capital no interior do país são pontos que caracterizam o seu governo. O Plano de Metas elencava cinco setores a serem atingidos por investimentos durante o seu governo, sendo estes: energia, transportes, indústria, educação e alimentação.

A construção de uma nova capital federal é uma importante marca do governo JK, mesmo sendo algo já pensado anteriormente por outros governos. A construção de Brasília não foi uma unanimidade, a sua transferência significou mais do que a simples transferência física da capital anteriormente sediada no Rio de Janeiro. Era necessário transferir os três poderes e os funcionários para a nova capital dos planos de Juscelino.

Documentário Brasília: projeto capital.

Vídeo/entrevista com JK

O modelo de gestão escolhido por Juscelino acabou por produzir um aumento significativo na dívida externa brasileira. Durante seu governo também surgiu uma forte indústria de bens de consumo duráveis e aumentou fortemente a presença das multinacionais no país (principalmente a indústria automobilística). Outros setores anunciados por JK no plano de metas acabaram não tendo se desenvolvido como fora pensado inicialmente – a exemplo da educação, mas tudo isto acabou sendo abafado pelo sucesso promovido por outras ações do seu governo, como por exemplo, Brasília.

Leia também:

Artigo Brasil Nacional-Desenvolvimentista (1946-1964), da prof.ª Marta Vieira Cruz. (Clique aqui para ler)

Artigo A construção do Nacional-Desenvolvimentismo de Getúlio Vargas e a dinâmica de interação entre Estado e mercado nos setores de base, de autoria do prof. Pedro Paulo Z. Bastos. (Clique aqui para ler)