A crise dos mísseis de Cuba

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Prof. Cleber Roberto Silva de Carvalho
Licenciatura plena em História - UPE
Especialização em História do Brasil - Faculdade Montenegro

Nos últimos dias tem se falado muito sobre uma possível “Terceira Guerra Mundial”, mas o mundo já esteve bem mais próximo de uma guerra em escala nuclear.

Foi no episódio conhecido como a Crise dos Mísseis de 1962, que opôs os Estados Unidos e a União Soviética e como estopim estava a instalação de mísseis soviéticos em Cuba.

Após a Revolução Cubana, de 1959, instalou-se um governo socialista em Cuba, liderado por Fidel Castro. Contudo o governo norte-americano apoiou o chamado “Desembarque na Baía dos Porcos”, que foi uma frustrada tentativa de ataque de dissidentes do governo socialista cubano, que ocorreu em 1961.

Após este episodio ocorreu uma maior aproximação de Cuba e URSS, que era governada por Nikita Khrushchev, o que resultou na instalação de mísseis balísticos na ilha caribenha, e estes mísseis tinham condições de transportar ogivas nucleares.

Mas o segredo não perdurou muito tempo e em 14 de outubro de 1962, um avião de espionagem norte-americano, identificou novas instalações militares na ilha e após estudo, identificou a instalação dos mísseis soviéticos.

Deu-se início a Crise e entre os dias 16 e 29 de outubro de 1962 foram iniciados os diálogos para resolver aquele impasse, com vários momentos de tensão, como no chamado “Sábado Negro”, quando um dos aviões-espiões americano foi abatido sobre Cuba e seu piloto morreu.

Uma guerra nuclear parecia iminente

Mas após um intenso diálogo, onde ocorreu uma reunião entre Kennedy e Kruschev, os soviéticos decidiram retirar todos mísseis de Cuba e, secretamente, ouve o compromisso norte-americano de retirar mísseis norte-americanos da Turquia e um acordo que os Estado Unidos nunca invadiriam Cuba.

Foi estabelecido, também, o chamado “telefone vermelho”, que era uma linha de comunicação direta entre os governos norte-americano e soviético para evitar a repetição de tal crise.