Quem foi Pinochet?

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Augusto Pinochet foi um general do exército chileno e ditador do seu país de 1973 a 1990, servindo posteriormente como senador vitalício, cargo que foi criado exclusivamente para ele, por ter sido um ex-governante.

Assumiu o poder total no Chile depois de liderar o golpe militar, apoiado pelos Estados Unidos, em 11 de setembro de 1973, contra o governo democraticamente eleito do presidente Salvador Allende. Seu regime foi marcado por constantes violações de direitos humanos. Segundo números oficiais, mais de três mil pessoas foram assassinadas pelo governo Pinochet.

A ditadura pinochetista foi especialmente cruel com as prisioneiras: de um total de 3.621 mulheres foram detidas, 3.399 foram estupradas de forma individual ou coletiva pelos militares. Os militares chilenos também colocavam ratos vivos dentro das vaginas das prisioneiras. Além disso, utilizaram cachorros (pastores alemães e mastins) para violar as prisioneiras.

Em 2010 – durante o primeiro governo de Sebastián Piñera – a Comissão Valech determinou que entre 1973 e 1980 o regime de Pinochet deteve e torturou pelo menos 40.018 civis. Desse total, segundo o relatório, 3.065 civis foram assassinados.

Em 1961 o alemão Paul Schaefer, um pregador evangélico pedófilo que havia integrado o partido nazista, fugiu da Justiça alemã e migrou para o Chile, onde criou a “Sociedade Beneficente Dignidade”, uma espécie de pequeno país-igreja que continha uma escola, padaria, um hospital, moradias, áreas de plantação, cinco empresas, além de uma rede secreta de túneis e bunkers. A colônia era protegida por cercas de arame farpado. Os habitantes tinham um contato mínimo com o exterior e eram doutrinados constantemente. Crianças camponesas da região eram la entregues, com a promessa de que teriam “educação gratuita”. Mas, em vez de educação, eram sodomizados.

A partir do golpe de 1973 de Pinochet, o lugar transformou-se em um centro clandestino do serviço secreto do regime. Ali foram detidas e torturadas centenas de prisioneiros. O estabelecimento também foi usado para a fabricação clandestina de gás sarin, que a ditadura utilizava em pequenas doses para realizar atentados contra exilados políticos.