Quem foi Berthold Brecht?

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Artigo da Redação

“Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio?”. É possível que você tenha compartilhado ou lido esta frase alguma vez, ignorando seu autor. Estamos falando do dramaturgo Berthold Brecht. Ele nasceu em Augsburg, no estado da Baviera, na Alemanha, no dia 10 de fevereiro de 1898. Começou a escrever ainda jovem, publicou seu primeiro texto em um jornal em 1914. Cursando Medicina, em Munique, interrompeu seus estudos para servir como enfermeiro de guerra em um hospital durante a Primeira Guerra Mundial.

Ao final dos anos 1920 Brecht tornou-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu teatro épico. Sua praxis era uma síntese dos experimentos teatrais de Erwin Piscator e Vsevolod Emilevitch Meyerhold, do conceito de estranhamento do jornalista russo Viktor Chklovski, do teatro chinês e do teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos 1917-1926. Seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista. Recebeu o Prêmio Lenin da Paz em 1954.

É interessante notar que e a frase com a qual iniciamos esta postagem, que se encaixa tão bem nos dias de hoje, foi dita na primeira metade do século XX, num contexto em que muitos eram seduzidos pelos ideais fascistas, principalmente na Alemanha, sua terra natal e berço do Nazismo.

Com a ascensão do regime nazista, Brecht sai da Alemanha rumo à Suíça, depois para a França e finalmente Dinamarca. São desse período as peças “Terror e Miséria do Terceiro Reich,” “A Vida de Galileu” e “Mãe Coragem e seu filhos”. Com a invasão da Dinamarca pelos alemães, refugia-se finalmente em Nova York, em 1941, e pouco depois passa a trabalhar em Hollywood. Em 1947, retorna a Berlim, em 1948, na parte reservada à Alemanha Oriental. Ali funda, e a partir de 1949, dirige, conjuntamente com sua mulher o Berliner Ensemble, companhia teatral onde se encenavam principalmente suas peças. Dois anos antes de sua morte por ataque cardíaco, o dramaturgo iniciou a publicação de suas obras completas.

É dele também uma das frases mais marcantes do século XX: “a cadela do fascismo está sempre no cio”.

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