Dica de leitura: A biblioteca esquecida de Hitler

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Pablo Michel Magalhães
Editor
Mestre em História - UEFS
Especialista em Docência da Filosofia - UCAM

Segundo Walter Benjamin, sociólogo, filósofo e crítico cultural judeu alemão, dá pra saber muita coisa sobre uma pessoa pelos livros que ela mantém. Seus gostos, seus interesses, seus hábitos. Os livros que guardamos e os que descartamos, os que lemos e os que decidimos não ler. Todos eles dizem algo sobre quem somos.

Nesse livro, Timothy W. Ryback propõe um passeio pela biblioteca daquele que ficou conhecido como o homem que queimava livros. Cada título, cada obra e os rabiscos nelas feitos são indícios para entendermos mais sobre o pensamento hitlerista e como este personagem, capaz de formular um ideal terrível no século XX, montou sua própria visão ética e estética do ideal ariano.

É nesse livro, por exemplo, que Ryback expõe que, apesar de toda falação sobre a exploração dos conceitos de “raça superior” e de “vontade de poder” de Friedrich Nietzsche, que Hitler usou como título de um comício do Partido Nazista, há poucos indícios confiáveis de que ele realmente tivesse envolvimento sério com filosofia, principalmente da filosofia de Nietzsche.

Um livro excelente, publicado pela @companhiadasletras no Brasil.

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