Camisas negras: os agitadores de Mussolini

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Eles estavam sempre preparados para um tumulto orquestrado, em nome do seu líder e de sua ideologia nefasta, o Fascismo.

Da redação

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No período de democracia (frágil) na Itália dos anos 1920, eles saíam em blocos em locais públicos, simbolizando uma união violenta.

A Milícia Voluntária para a Segurança Nacional foi um grupo paramilitar da Itália fascista que mais tarde passou a ser uma organização militar. Devido à cor dos seus uniformes, os seus membros ficaram conhecidos como camisas negras.

Este grupo fascista serviu de inspiração para milícias paramilitares em demais países com ideologia aproximada. Obviamente que as SA (camisas pardas) possuem sua particularidade, mas nutrem, como os Camisas Negras italianos, uma ligação com um destacamento de guerra veterano da 1a Guerra (na Itália, eram os Arditi, na Alemanha eram as tropas que serviram na Tanzânia).

As eleições que colocaram os fascistas no poder

O fascismo italiano surgiu no período entre guerras (1a e 2a Guerras Mundiais) como a terceira via política. Eric J. Hobsbawm aborda em seu livro A Era dos Extremos que, após a 1a Guerra, três ideologias políticas diferentes surgiram como alternativas para os países: a social democracia burguesa, o socialismo e o fascismo. Benito Mussolini, líder italiano do fascismo, inspiraria outros, como Hitler, Franco, Vargas, entre outros.

Nas eleições de 1924, eles adotaram a violência nas zonas eleitorais para intimidar a população. Linchamentos públicos como “punição” aos que não votavam no Duce amedontraram o eleitorado.

O resultado foi uma vitória com quase 65% de votos para os fascistas. Poucos jornais reconheceram a vitória eleitoral.

A oposição foi silenciada na Itália

No dia 30 de maio, os abusos, as violências e as fraudes perpetradas pelos fascistas durante a campanha eleitoral e durante a votação foram denunciados pelo deputado socialista Giacomo Matteotti, que pediu a anulação das eleições.

Em 10 de junho de 1924, Matteotti foi sequestrado por esquadrões fascistas e assassinado.

Diante da repercussão do caso, Mussolini faria um discurso em 3 de janeiro de 1925, no Parlamento, em que assumia o mando de assassinato de Matteotti.

“Eu declaro perante a essa assembleia e perante a todo o povo italiano que assumo, eu sozinho, a responsabilidade política, moral e histórica de tudo o que aconteceu”, afirmou, durante o discurso.

Este evento seria o ponto fundamental para a instauração da ditadura fascista na Itália.

Ouça nosso podcast sobre fascismo na Itália e na Alemanha